quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Retiro de Carnaval 2010 Impedível



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Os dias de acampamento é de 12/02 á 16/02.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Meninos estupradores

Dois meninos de 10 anos de idade estão sendo julgados na Grã-Bretanha sob acusação de terem estuprado uma menina de 8 anos. A polícia começou a investigação depois que a menina contou à mãe que havia sido atacada quando foi deixada brincando com os meninos em um parque perto de casa, no oeste de Londres, sem a supervisão de um adulto, em outubro. A menina então prestou depoimento a investigadores especializados em casos de violência sexual, que recomendaram o julgamento. A primeira audiência [estava] marcada para esta quinta-feira. Pela lei britânica, crianças com menos de 10 anos não são consideradas em uma idade em que possam ser responsabilizados por seus crimes.

Segundo a polícia, acusações de estupro contra crianças desta idade são raras, mas já houve casos semelhantes nos últimos anos.

Em março, um menino de 8 anos se tornou a pessoa mais jovem do país a ser interrogada por suspeita de estupro. Mesmo contando com a acusação da vítima, uma menina de menos de 10 anos, o garoto não pode ser preso ou indiciado por causa da sua idade.

Em 2004, um menino de 12 anos se tornou o mais jovem estuprador conhecido na Grã-Bretanha após ter sido condenado por atacar uma garota de 9 anos, durante uma brincadeira de esconde-esconde na casa dele.

No ano passado, outro garoto da mesma idade também foi condenado após ter confessado o estupro de uma menina de 7 anos.

(BBC Brasil)

Nota: Tudo bem que nasci em 1972, em plena ditadura militar e censura à imprensa, mas no meu tempo de criança os interesses da meninada eram bem outros. O despertar para a sexualidade se dava mais tarde e não era tão alimentado pela mídia, com novelas cujas cenas poderiam ser consideradas pornográficas, campanhas publicitárias centralizadas no nudismo e até mesmo videogames com simulação de estupro(!). Possivelmente seja esse o resultado de tanta exposição de erotismo na mídia, o que revela a hiprocrisia de uma sociedade que mostra a isca e depois se assusta quando o peixe a abocanha. Ademais, por que se espantar com o comportamento desses meninos, se a moralidade é apenas fruto de uma evolução casual e afinalista?[MB]

“Não existe aquecimento global”

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “Perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica [só faltou dizer religiosa], e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O Sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o Sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o Sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas – algumas das que falavam da nova era glacial – que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias da Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Depende de como se mede.

Mede-se errado hoje?

Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

O senhor está afirmando que há direcionamento?

Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

Então o senhor garante existir uma manipulação?

Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os países fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Os fluxos naturais dos oceanos, pólos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto as emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.

O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem das queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, início de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

E quanto ao derretimento das geleiras?

Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

Mas o mar não está avançando?

Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, com menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa. [Interessante: quando há consenso científico numa direção, ainda que a opinião não seja consensual e os fatos mostrem outra coisa, os discordantes sempre são hostilizados. Ocorre o mesmo com os teóricos do design inteligente e os criacionistas. – MB]

(UOL)

Nota: Pode ser realmente que não exista aquecimento global (ou pode ser que o papel antropogênico esteja sendo bem exagerado), mas uma coisa é certa: existe interesse global político/religioso nessa bandeira. Clique no marcador “ECOmenismo”, abaixo, e saiba mais sobre isso.[MB]

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quem tem medo de 2010?


Todos os indicadores econômicos são favoráveis neste final de 2009. E os dados da economia apontam para um 2010 com crescimento. Crescem os investimentos externos e o crédito disponível em níveis recordes. O nível de emprego parou de cair. A produção industrial tem crescido. Até a poupança interna mostra sinais de melhora. A classe média assume um papel preponderante no mercado. Um novo consumidor surge com grande avidez e exigências nunca vistas.

O mundo todo está falando, estudando e procurando conhecer melhor os chamados BRIC countries – Brasil, Rússia, Índia e China. Em qualquer universidade estrangeira que se estude ou lecione, só se ouve falar nos BRIC. Muitas universidades e pensadores querem trocar a Rússia pela Indonésia, falando em BIIC’s, mas nenhum pensador sério fala em tirar o Brasil dessa lista.

E, quem tiver uma visão desapaixonada e crítica, e não for na onda só dos especuladores financeiros, vai chegar à mesma conclusão que vários estudiosos estão chegando e que nós vimos dizendo já há alguns anos(*). A China tem tido um crescimento espetacular. Mas é preciso considerar que a base sobre a qual esse crescimento é medido era muito baixa e pobre. Além disso, é preciso considerar os aspectos jurídicos, políticos, de idioma, de ausência de democracia, antes de pensar na China a longo prazo. Como será a China quando a sua população exigir um governo democrático? Como ficarão os custos de produção quando os trabalhadores chineses exigirem seguridade social, saúde, participação nos resultados? O que fazer com os 800 milhões de campesinos no mais atrasado estado de desenvolvimento agrícola? Estas e outras questões invadem as salas das universidades do mundo inteiro.

Será a Índia mais fácil? Vamos nos lembrar que há mais de 1.652 dialetos na Índia, 325 idiomas sendo 22 idiomas oficiais. 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia e um complexo sistema de castas difícil de ser compreendido pelos ocidentais. Assim, montar uma indústria na Índia é uma tarefa hercúlea. Há áreas (clusters) de grande desenvolvimento como Bangalore no ramo da tecnologia. Mas a Índia como um todo é um dos mais complexos países do mundo.

Dos BRIC’s, o Brasil é o único país ocidental, com sistema jurídico conhecido com base no direito romano. Os costumes, o idioma, o modo de viver é bastante semelhante ao dos grandes países investidores, os chamados G6 – Estados Unidos, alguns países europeus e Japão. A mão-de-obra brasileira, quando treinada, tem mostrado ser capaz de altos índices de produtividade, comparáveis aos do primeiro mundo. O mercado interno é muito atrativo. Somos um dos maiores mercados do mundo e a oitava maior economia dentre os 192 países que compõem a ONU. Até geograficamente somos privilegiados.

Com tudo isso, sem dúvida, o Brasil irá se consolidar como um dos mais atraentes destinos para o capital internacional e se tornar uma das mais importantes plataformas exportadoras do século XXI. Montar uma fábrica no Brasil é, em relação aos demais países e com perspectiva de longo prazo, mais fácil e seguro, mesmo com o chamado “custo Brasil” e com os problemas que temos em nosso sistema portuário e de infraestrutura. É bom lembrar que somos uma democracia e que nossas conquistas econômicas e sociais foram feitas democraticamente.

Assim, terá medo de 2010, o empresário que não acreditar em nossas possibilidades e ficar esperando para ver o que irá acontecer. Terá medo de 2010 o profissional que não se especializar para se tornar a cada dia mais excelente no que faz. Terá medo de 2010 o estudante que não estudar e ainda acreditar que poderá “empurrar com a barriga” o seu curso e que seu diploma resolverá todos os problemas de emprego. Terá medo de 2010 aquele empresário que não compreender que qualidade, produtividade, extrema preocupação com custos, política de caixa, simplicidade, tecnologia e gente excelente são hoje os fundamentos do sucesso.
Terão medo de 2010 os acomodados, os que vivem procurando culpados para o seu fracasso. Terão medo de 2010 os que vêem todas as vantagens e aspectos positivos de outros países e só enxergam as mazelas e as negatividades do Brasil. Enfim, terão medo de 2010 os mesmos que sempre buscaram uma explicação externa para seu fracasso. Os mesmos, os de sempre....

Pense nisso. Sucesso! Feliz 2010!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cerveja, o sentido da vida...

Homens e mulheres encontram o sentido da vida na cerveja, na vodca, na caipirinha. Não é a bebida em si, mas o efeito que provoca: o esquecimento de si e do mundo. Bebem para liberar um “eu recôndito”, para dançar, desinibir, falar coisas que não diriam se estivessem sóbrios. Bebem para comemorar, bebem para aliviar a dor. Paradoxalmente, estejam felizes ou tristes, o mesmo método será usado.

Se você quer a alienação de si mesmo, é porque sua vida já perdeu o sentido há muito tempo. É preciso se divertir, dar risada, entrar em estado de graça. O álcool proporcionará tudo isso? Quem bebe é feliz, faz amizades, diverte-se, aproveita mais? No dia seguinte, vem a ressaca. Vale a pena? Os problemas foram resolvidos? As dores melhoraram? Laços de amizades verdadeiras foram feitos? As pessoas foram mais amadas do que antes? Provavelmente, não.

Como alguém pode “curtir a vida”, se precisa fugir dela? Extasiada pela bebida, o que a pessoa viu? Nada. Só o próprio vômito, suas entranhas, seu corpo pedindo socorro, sua alma afogada em álcool, uma insuportável dor de cabeça. Mas muitos dirão: “Eu sou feliz, por isso bebo.” Certo. Pergunte para si mesmo: Eu quero uma cerveja gelada ou um abraço quente? Eu quero uma caipirinha ou compreensão? Eu quero vodca ou uma palavra amiga?

Uma pesquisa feita pelo projeto Este Jovem Brasileiro, desenvolvida pelo Portal Educacional em conjunto com o psiquiatra Jairo Bouer, ouviu 11.846 alunos de 96 escolas particulares de todo o Brasil e conclui que grande parte dos adolescentes começam a beber devido a problemas familiares, mal exemplo dos pais consumidores de bebidas e, imagine, jovens sem uma religião e com desempenho fraco no colégio. Pelo que parece, eles não começam a beber por excesso de felicidade.

Não é preciso mencionar as enfermidades físicas causadas pela ingestão de álcool, como a esteatose, cirrose, inflamação no miocárdio, pancreatite, neuropatia, além, é claro, de sua ação depressiva no cérebro e no sistema nervoso central. Mas por que as pessoas bebem, então? Por falta de amor próprio? Pelo contrário, elas se amam tanto que, por medo e desespero de não receberem a valorização que merecem, jogam-se em um líquido qualquer para arrebatá-las da solidão e dessa vida difícil e dura. Em um folheto publicado pelo Conselho Nacional de Alcoolismo de Nova York, podemos encontrar frases do tipo: “O alcoólatra é notavelmente sensível. Mas, para ele, essa sensibilidade não é uma característica saudável e construtiva. Em vez de ampliar seus horizontes e aumentar sua capacidade criativa, como a sensibilidade faz em pessoas saudáveis, ela limita os horizontes do alcoólatra, virando-o para dentro, onde escapa do mundo que não o compreende.” Se é assim, cada ser entregue à bebida, na verdade, precisava de outra coisa: compreensão, amor, apoio e, até mesmo, repreensão dura, porém amorosa, como a de uma mãe, de um pai. Será que alguém se destrói por livre e espontânea vontade? Ou será que esse alguém foi destruído em seus sonhos mais íntimos e agora acha que está tudo acabado? Sim, está tudo acabado quando decidimos nos entregar e enterrar nossa última quimera. E não se trata de alcoolismo crônico – aquele que bebe socialmente também é um ébrio social.

Mas como recomeçar? Com uma simples atitude, mudando uma vírgula aqui e uma letra ali: SER, VEJA o sentido da vida!

Ser, veja o amor de Deus, o amor do outro, as bênçãos que tem nas mãos, enquanto muitos nem mãos têm, mas que, mesmo assim, agarram as benesses. Não diga “tudo foi pro brejo pra mim” ou “está tudo perdido”. Não está. Mário de Andrade dizia: “Sou pelo nivelamento por alto, não por baixo.” Infelizmente, é mais fácil nivelar pelo chão, se jogar na lama do que alcançar uma lâmpada. Nossa lâmpada é Deus e, muitas vezes, Ele desce para nos alcançar, porque conhece nossas fraquezas. Não nos manda um avião do tipo Concorde, porque esse não nos alcançaria; manda um barquinho, uma canoa que nos alcance no brejo, no rio da solidão. Ser, veja o sentido da vida, suba no barquinho e fique inebriado pelo poder do Senhor.

(Elisabete Ferraz Sanches, professora graduada em Letras pela USP, pós-graduada em Português: Língua e Literatura pela UniSant’Anna e mestranda em Literatura Brasileira pela USP)

Adventista sem sala especial fica de fora do Enem

Fiel da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a estudante Ana Patrícia Pacheco Passos, de 19 anos, teve uma surpresa ao chegar ao local de prova do Enem, na tarde deste sábado (5). Apesar de ter requisitado condições especiais, não havia na UERJ, Zona Norte do Rio, uma sala especifica para os sabatistas. Segundo a orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os candidatos de religiões sabatistas, que tem o sábado como dia sagrado, deveriam ficar confinados em uma sala separada e só iniciar a prova após o pôr do sol. “O segurança não sabia de nada e a coordenadora de prova me disse que ou eu fazia a prova com todo mundo ou não a fazia. Não abro mão do meu direito religioso e de ter minha religião respeitada. Fiz tudo certo, troquei e-mails, recebi orientação do Inep e cheguei na hora”, explicou ela.

Além do cartão de inscrição com a indicação do local de prova, Ana Patrícia levou também os e-mails impressos que recebeu do Inep. “Ano passado também fiz a prova mas era tudo em um dia só e em um domingo”, lembrou Ana que vai fazer vestibular para medicina pela segunda vez.

Procurada pelo G1, a coordenação de prova da UERJ não quis se pronunciar.

(G1 Notícias)

Nota: Universidades públicas e certas pessoas do meio educacional (graças a Deus não são todas) se mostram tão pluralistas quando se trata de defender comportamentos como o da aluna Geisy, no entanto, muitas vezes assumem posição inflexível diante de princípios que não aceitam ou não entendem. Parabéns, Ana, por sua postura ética e sua fidelidade à consciência. O Brasil precisa de mais pessoas como você. Leia mais sobre o sábado aqui e aqui.[MB]

Leia também: "Grupo de adventistas não consegue fazer prova do Enem na Católica"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A onda das meninas que beijam meninas

Cena comum em festas alternativas e com público de mais de 20 anos, a “pegação” entre meninas virou “mania” em balada adolescente. Para aqueles que condenam o comportamento justificando que é apenas um modismo, uma forma de chamar a atenção dos meninos, elas contra-atacam. “Fico com meninas porque gosto. E é por diversão mesmo, nunca confundi as coisas”, diz uma estudante de Novo Hamburgo, do alto dos seus 18 anos.

[Duas entrevistadas, Bruna e Camila] estão acostumadas a ver meninas aos “amassos” em festas e confirmam que, entre as mais novas, é coisa que rola do meio do ano pra cá. Bruna tenta explicar o comportamento como uma consequência dos grupos conhecidos como emo. Independentemente de aceitarem o rótulo ou não, há grupos de adolescentes que compartilham os mesmos gostos musicais (digamos... um rock mais meloso) e roupas e maquiagens (normalmente escuras, apesar de alguns acessórios coloridos). São esses que a gurizada insiste em chamar de emo e que carregam outra característica comum: são muito carinhosos uns com os outros.

A hipótese de Bruna é compartilhada por outros adolescentes e vai ao encontro com uma das explicações da psicóloga Márcia para o fato de casais de meninas/mulheres serem mais facilmente aceitos pela sociedade em geral do que casais de meninos/homens. Para Márcia, as meninas, desde pequenas, estão acostumadas a manifestações públicas de afeto. “Para mostrar como são ‘o oposto’, o tratamento entre os meninos é diferente, mais violento. Logo, nos choca menos ver meninas se acariciando”, explica Márcia.

Psicóloga de questões da família, uma das preocupações de Márcia é o desenvolvimento precoce da sexualidade. Quanto mais cedo o adolescente inicia essas experiências, mais vulnerável a frustrações está. Para a psiquiatra infantil e professora da PUCRS Gibsi Rocha, se uma menina experimenta ficar com outra apenas para repetir um comportamento e ser aceita no seu grupo (atitude muito comum nessa fase), corre mais riscos de se confundir. “A menina pode sentir um prazer momentâneo e acabar pensando que é gay, o que pode não ser verdade”, observa Gibsi. (...)
Tudo o que se pode dizer até agora é baseado nas impressões da galera. Para eles, cenas quentes entre meninas já são mais comuns hoje e não chocam tanto. Segundo a maioria dos entrevistados..., os beijos entre garotas não são encarados como um tabu da sua geração, mas sim um sinal de que vem aí adultos mais cabeça aberta. (...)

(Kzuca)

Nota: Com a ajuda da mídia, a repetição de certos comportamentos tidos como próprios de pessoas de “mente aberta” acaba tornando-os aceitáveis. Só o futuro poderá revelar os desajustes psicológicos que essas meninas sofrerão. Mas uma coisa é interessante se analisar: esses tais emos parecem pessoas carentes de afeto, o que pode ser indício da ausência afetiva dos pais, tão comum nestes dias de corre-corre pelo que é importante (nem sempre) em detrimento do que é essencial – Deus e a família. Mais preocupante ainda: a onda emo já está chegando a algumas igrejas e os pais parecem alheios ao fenômeno, portanto incapazes de prestar auxílio e dar orientações. Tempos difíceis...[DB]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

As 20 lições que as garotas aprendem com Crepúsculo

1. Se um rapaz é desinteressado, reservado, te ignora ou é simplesmente grosso com você, é porque ele está secretamente apaixonado por você – e você é a razão principal da existência dele.

2. Segredos são ok. Especialmente os do tipo que ameaçam a sua vida.

3. Está tudo bem para um interesse romântico em potencial ser estúpido, violento e vingativo – desde que tenha um tanquinho.

4. Se um rapaz te diz para ficar longe dele, pois é perigoso e pode até te matar, ele deve ser o amor da sua vida e você deve ficar com ele para que ele te mantenha segura para sempre.

5. Se um rapaz te abandona, especialmente de repente (enquanto diz que nunca mais vai te ver), é porque ele te ama tanto que vai sofrer apenas para manter você segura.

6. Quando um rapaz te abandona, entrar em choque, perder todos os amigos e ter pesadelos recorrentes são ocorrências perfeitamente aceitáveis – desde que você mantenha suas notas boas.

7. É extremamente romântico se colocar em situações perigosas só para ver seu ex-namorado de novo. É ainda mais romântico lembrar do som da voz dele quando ele gritou com você.

8. Rapazes que dão o fora sempre voltam.

9. Como eles voltam, você deve se segurar e esperá-los por meses, mesmo tendo alternativas de rapazes completamente aceitáveis disponíveis.

10. Mesmo que você não tenha interesse em sair com um dos rapazes alternativos, é ok enrolar o sujeito por meses a fio. Além disso, você deve usá-lo para consertar as coisas para você. Se bobear, ele vai até te comprar algo.

11. Você deve usá-lo para consertar coisas porque garotas são incapazes de qualquer coisa mecânica ou técnica.

12. Mentir para os seus pais é ok. Mentir para os seus pais enquanto você foge para salvar seu namorado suicida é uma ideia extremamente boa que mostra sua força e maturidade. Ah, e também é algo que você TEM que fazer.

13. Roubo de carro em nome do amor é aceitável.

14. Se o rapaz por quem você está apaixonada causa (mesmo que indiretamente) que você seja espancada tanto que vá parar no hospital, você deve dizer aos médicos e à sua família que “caiu da escada” por ser uma menina tão boba e desajeitada. Essa explicação falsa sempre funcionou perfeitamente para mulheres abusadas.

15. Homens podem ser mudados para melhor se você sacrificar tudo que você é e se dedicar inteiramente à necessidade de mudança deles.

16. Jovens garotas não devem fazer esforço algum para melhorar suas habilidades sociais ou estado emocional. Em vez disso, devem procurar por potenciais parceiros que compartilham das mesmas deficiências sombrias e problemas emocionais.

17. Garotas não devem sempre ler uma série de livros só porque todo mundo já leu.

18. Ao escrever uma série de livros, é aceitável pegar o material principal e estragá-lo com angústia adolescente cansativa.

19. Ao fazer ou ao assistir um grande filme, você deve alegremente aceitar os únicos 20 minutos da trama dele entre longas sequências de silêncio, imagens vagas e gemidos.

20. Vampiros – outrora os grandes vilões da literatura e do cinema – não são mais assustadores. Inclusive, eles são tão chorões, egocêntricos e impotentes quanto qualquer ser humano.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Última Chance


Faz pouco tempo saiu uma nota no jornal Folha de S. Paulo com o seguinte título: “Ganhador da Mega-Sena pode perder hoje prêmio de R$ 5,2 milhões”.


O texto informava o seguinte: “Termina hoje o prazo para que o vencedor de um concurso da Mega-Sena apareça para resgatar um prêmio de R$ 5,2 milhões anunciado em março. Se não for retirado, será o maior prêmio já ‘esquecido’ na história da Mega-Sena. O recorde anterior era R$ 2,8 milhões, em 2007”.


Prêmio jogado no lixo


Segundo o jornal informa, a aposta vencedora foi feita em uma casa lotérica de Taubaté-SP. Desde março, quando o resultado foi divulgado, uma faixa está pendurada na lotérica com a inscrição: “A sorte escolheu ficar aqui”.


Paula Cristina César, uma das sete funcionárias da casa, fez o seguinte comentário sobre o possível destino do ganhador e do bilhete premiado: “Deve ter perdido [o bilhete]. Há pessoas que fazem a aposta, colocam na carteira e esquecem. Ou jogam fora o papel. Sei que isso é comum, mas é a primeira vez que vejo isso acontecer aqui”, diz. [1]


Sem pretender em nenhum momento aqui defender este tipo de prática, gostaria de fazer uma analogia entre o referido acontecimento e a vida cristã.


Quando lemos os evangelhos, vemos que, no campo espiritual, todas as nossas escolhas, decisões e atos, também, resultam em perdas e ganhos: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de Mim e do evangelho salvá-la-á”, disse Jesus (Marcos 8:35). Em seguida, o Mestre arrematou com uma pergunta: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).


Quando Jesus fala em “perder a sua alma”, está Se referindo ao galardão final – a salvação. A idéia explícita neste e em vários outros textos é que existe um grande prêmio e que, se nós nos descuidarmos, poderemos vir a perdê-lo: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24: 13). “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Apocalipse 3:11).


Semelhanças & diferenças

Da mesma forma como descrito acima na noticia do prêmio da Mega-Sena, há milhares de pessoas que “fazem a aposta” – apostam, como se diz, “todas as fichas” – em Jesus e na salvação maravilhosa que Ele oferece.


Muitas dessas pessoas, não perseveram no caminho da fidelidade, como disse Jesus, e, logo após a decisão e votos bonitos feitos no tanque batismal, esquecem tudo ou jogam fora o “Certificado de Batismo” [fica escondido num canto de casa ou dentro de uma Bíblia empoeirada; ele torna-se, assim, um mero “pedaço de papel” como outro qualquer] e os compromissos solenes assumidos com Deus e Sua Igreja.


Muitos fazem como Demas, a respeito de quem Paulo escreveu em tom melancólico palavras que soam como um epitáfio: “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica...” (II Timóteo 4:10).


Outros cristãos, tal qual Judas, traem o Mestre Jesus e fazem barganha de sua salvação com a primeira proposta atraente que lhes aparece: “Falava Ele ainda, quando chegou uma multidão; e um dos doze, o chamado Judas, que vinha à frente deles, aproximou-se de Jesus para o beijar. Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo traís o Filho do Homem?” (Lucas 22:47-48).


As duas principais diferenças entre este Grande Prêmio e todos os outros são as seguintes:



1) É totalmente de graça, não pagamos – e nem teríamos como pagar – por ele: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8).


2) Todos podem ser contemplados com este Grande Prêmio: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).



Zaqueu era um homem pecador, mau, trapaceiro, ladrão; mas, um dia, Zaqueu teve um encontro com Jesus e, como resultado, teve a sua vida transformada. Foi totalmente aceito e perdoado. Teve a sua “sorte” mudada.



É interessante que a frase que Jesus disse ao entrar na casa de Zaqueu é muito parecida – diríamos igual – com aquela que está fixada numa faixa na frente da casa lotérica: “A sorte escolheu ficar aqui”. Jesus disse o seguinte: “Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão” (Lucas 19:9).



A “Sorte Grande” escolheu ficar aqui. A “Sorte Grande” escolheu, hoje, a sua casa – tal qual, no passado, escolheu a casa de Zaqueu! “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20).



c) Ninguém, a não ser nós mesmos, poderá tirar de nós este Tesouro Celeste: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a Terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntais para vós outros tesouros no Céu, onde traça e nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6:19-20).



Temos lido e ouvido constantemente a respeito de ganhadores de grandes prêmios da Loteria Federal que foram seqüestrados, ou tiveram parentes que sofreram este ou outro tipo de violências; alguns deles, nem chegaram a usufruir das benesses do prêmio – pois tiveram a vida ceifada violentamente por pessoas ávidas pelo dinheiro.



Em contrapartida a isso, os salvos em Jesus vivem em paz e segurança – pois o seu tesouro está assegurado, protegido e inabalável.


O prazo está terminando...





O último detalhe da notícia da Mega-Sena que queremos comentar é este: Se não for retirado, será o maior prêmio já ‘esquecido’ na história da Mega-Sena.



A Bíblia nos fala sobre a nossa maravilhosa herança em Cristo:



Embora saibamos tanto sobre o Céu quanto um bebê, ainda no ventre da mãe, conhece sobre este planeta, a nossa garantia e certeza é de que aquilo que Deus nos tem preparado é infinitamente superior a tudo quanto vemos, tocamos, conhecemos ou sequer imaginamos.



Amigos, tal qual descrito nesta notícia do prêmio da Mega-Sena, o prazo para adquirirmos a salvação está expirando... A Bíblia nos adverte: “... Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (II Coríntios 6:2).



Infelizmente, por desconsiderarem o caráter solene do tempo em que vivemos, milhares de pessoas terão muito em breve que pronunciar as mais tristes palavras e lamentos de todos os tempos: “Passou a sega [colheita], findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8:20).

Referências



1. Folha de S. Paulo, 9 de junho de 2009.


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tema Jovem 2010...


GerAÇÃO Esperança é o tema Jovem a ser trabalhado no ano de 2010.

O Ministério Jovem da América do Sul definiu o tema para 2010. Alinhados com o foco da igreja na DSA, os diretores das Uniões escolheram focar 2010 no tema “GerAção Esperança”.

Você faz parte deste grupo também...

Somos a GerAÇÃO Esperança....

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O jovem e suas necessidades básicas

A maioria das pessoas experimenta alguns desejos (ou anseios) pessoais básicos, que podem ser expressos de modo diferente, dependendo de sua cultura. As necessidades humanas podem ser agrupadas desta forma: físicas, espirituais, intelectuais, emocionais e sociais.

O líder de jovens deve estar atento a essas necessidades, procurando satisfazer cada uma delas através dos vários ministérios oferecidos.

- Segurança Física;
- Necessidade de estar vivo;
- Necessidade de evitar o perigo;
- Necessidade de relaxar;
- Necessidade de recuperar-se quando doente ou ferido.
- Amor e aceitação
- Necessidade de ser amado;
- Necessidade de se sentir seguro;
- Necessidade de ter amigos;
- Necessidade de ser valorizado pelos iguais;
- Necessidade de pertencer aos grupos;
- Necessidade de agradar aos outros;
- Necessidade de ser apreciado.
- Satisfação Sexual
- Necessidade de aceitar sua sexualidade;
- Necessidade de atenção heterossexual, afeição e alívio da tensão sexual;
- Necessidade de compromisso sexual e fidelidade matrimonial;
- Necessidade de aprender a enfrentar o desenvolvimento dos impulsos sexuais.
- Status e Reconhecimento.
- Necessidade de ter e manter possessões;
- Necessidade de ser um líder;
- Necessidade de seguir um líder;
- Necessidade de controlar os outros;
- Necessidade de proteger os outros;
- Necessidade de imitar os outros;
- Necessidade de ter prestígio;
- Necessidade de ser aceito;
- Necessidade de fugir da vergonha.
- Intelectualidade e Criatividade
- Necessidade de se adaptar;
- Necessidade de se expressar;
- Necessidade de procurar estímulo;
- Necessidade de pensar;
- Necessidade de conhecer fatos;
- Necessidade de relatar e interpretar fatos;
- Necessidade de se organizar;
- Necessidade de explicações.
- Realização e Progresso Pessoal
- Necessidade de crescer;
- Necessidade de ser normal;
- Necessidade de superar as desvantagens;
- Necessidade de trabalhar para alcançar objetivos;
- Necessidade de ser independente;
- Necessidade de se opor a outros;
- Necessidade de se ressentir quando coagido;
- Necessidade de encontrar a si mesmo.

Ao se discutir as necessidades da juventude, que surgem em decorrência do especial conjunto de circunstâncias diante das quais os jovens se encontram, deveríamos reconhecer as exigências impostas por essas necessidades, e que a sua satisfação representa uma questão complexa. Considere o seguinte:

1. As necessidades variam de ano para ano e de lugar para lugar.
2. As necessidades podem ser conflitantes.
3. As necessidades podem surgir de pressões externas ou internas.
4. As necessidades não podem ser sempre satisfeitas de modo completo.
5. As necessidades podem ser de curto ou de longo prazo.
6. As necessidades podem ser imaginárias ou reais.

Companheirismo

Alguns especialistas asseguram que um dos mais fortes atributos do ministério jovem é o senso de comunidade que eles desfrutam como resultado do companheirismo que mantêm uns com os outros.

A comunidade cristã, o compromisso, a conversão e o crescimento cristãos não acontecem por acaso, são obtidos através de:
a) relacionamento com outros;
b) desenvolvimento de uma abordagem relacional visando satisfazer as necessidade dos jovens.
Através do ouvir, do compartilhar, do aprender e apoiar, os jovens chegam ao ponto em que são capazes de aprender como ajudar os outros a crescer. Esse nível de companheirismo relacional deve ser desenvolvido ao longo de certo período de tempo.

A liderança JA deve ter como alvo conduzir o grupo através dos vários estágios de companheirismo, até que suas necessidades possam ser satisfeitas, e ocorra o crescimento cristão genuíno nesses grupos de jovens.

O companheirismo é necessário porque é divertido e atua como imã para atrair os jovens aos programas; e porque, à medida que se desenvolvem os laços do companheirismo relacional, satisfazem-se as necessidades mais profundas dos jovens, levando-os ao almejado crescimento cristão.


VINÍCIUS A. MIRANDA

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

'Eu vi uma terra melhor'

Ao abrirmos os jornais e ligarmos as televisões para sabermos quais as notícias que marcam a atualidade mundial, não poucas vezes a maioria do espaço e tempo são ocupadas com conflitos, crime, miséria, catástrofes naturais, etc.. Os governantes multiplicam-se em reuniões e entrevistas a propósito das graves situações que por todo o lado vão surgindo, tentando mostrar que estão no controle da situação. Mas não estão.

Paremos um pouco para perguntar: como é o mundo em que nós vivemos? Como o poderíamos descrever em breves frases? Que palavras nos surgem de imediato ao refletirmos neste assunto? Quais são as perspetivas de futuro? O próprio semblante parece querer forçosamente emudecer com receio de proferirmos a cruel sentença sobre o estado desta terra...

No entanto, não é este o mundo que nos é prometido pela Bíblia. Ainda que motivo de reflexão, não devem ser estas as prioridades no nosso pensamento; não devem estas situações afligir-nos ou preocupar-nos em demasia. Mais do que aflição, devem elas ser motivo de maior vigilância e remissão do tempo.

Aquilo que nos deve ocupar a mente, são as palavras do Salvador do mundo que diz: ‘vou preparar-vos lugar!' (João 14:2).

Alguns pretendem teorizar sobre esse lugar, e fazer crer que ele é simplesmente um outro nível espiritual, uma outra dimensão. Dizem que não é preciso abandonar este mundo na procura de um estado melhor. Defendem o que a Bíblia não sustenta, que o homem a si próprio se sustentará, e tudo conseguirá resolver. Mesmo que supostamente religiosos, demitem-se de ouvir as palavras do Autor da fé, e preferem convencer os seus pares, com isso enganando-os, que tudo será finalmente bem pela mão humana, e os passos que serão dados conduzirão, enfim, a uma paz neste mundo em que estamos.

Escrevo estas linhas para todo o crente, fiel estudioso da Sagrada Escritura; mas em particular, dirijo-me ao povo Adventista do Sétimo Dia, o destinatário escolhido por Deus para ser o portador do último grito de advertência.

Tente imaginar o que será habitar na Nova Terra. Faça este verdadeiro desafio à imaginação.

Ellen White, como serva de Deus cujo ministério foi profetizado em Apocalipse 19:10, após ter visualizado esse lugar e ter terminado a visão, escreveu: ‘uma tristeza se espalhava sobre tudo que eu contemplava. Oh! Quão escuro pareceu-me este mundo! Chorei quando me encontrei aqui e senti saudades. Eu tinha visto um mundo melhor, e o atual perdeu o seu valor’ (Primeiros Escritos, pág. 20).

Por mais bela que seja a natureza deste mundo, e na realidade é, se olharmos pela fé para a Nova Terra, tal qual olharam os profetas, ou se tivéssemos a feliz oportunidade de contemplar um único vislumbre que fosse desse lugar, por certo também diríamos ‘sinto-me solitário aqui, pois vi uma Terra melhor!’.

Isaías foi um dos que pôde ver toda a humanidade resgatada pelo sangue de Cristo reunir-se num Sábado na presença do próprio Deus. Foi-lhe revelado que isto ocorreria por toda a eternidade. .

Isaías 66:23 diz: 'e acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um Sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor'.

Nesse momento, Jesus poderá relatar a respeito de Seu sacrifício pela humanidade. Este ato foi o que determinou o futuro daqueles que Nele crerem - e não as estratégias e soluções dos governos antigos, atuais e futuros, tampouco as coisas boas e aprazíveis que aqui nos são oferecidas.

Entre todas as visões dos profetas, o apóstolo João teve a oportunidade de contemplar cenas jamais imaginadas. A sua visão da Nova Terra está relatada em Apocalipse capítulos 21 e 22.

Ellen White também foi levada a contemplar a nova terra em visão, descrevendo-a nestas seguintes palavras (e isto é só a chegada lá...).

Com Jesus à nossa frente, descemos todos da cidade para a Terra. Olhamos então para cima e vimos a grande cidade, com 12 fundamentos e 12 portas... Fora da cidade santa vi casas belíssimas que tinham aparência de prata com quatro colunas marchetadas de pérolas preciosas. Em cada casa havia uma prateleira de ouro. Vi muitos santos entrarem nas casas, tirarem sua coroa resplandecente e pô-la na prateleira, saindo então para o campo ao lado das casas para lidar com a terra. Não como temos que fazer aqui, não absolutamente, para eles aquele trabalho era prazeiroso, sem fadiga e jamais se cansavam. Vi um campo repleto de flores de todas as espécies, e quando as apanhei exclamei: Elas jamais murcharão! Continuamos a contemplar e no trajecto encontrei uma multidão que também contemplava a beleza do lugar. Notei a cor vermelha na borda de suas vestes, o brilho das coroas e alvura puríssima de suas vestes. Quando os saudamos perguntei a Jesus quem eram eles. Então Jesus me disse que eram mártires que por amor a Ele haviam sido mortos. O monte Sião estava a nossa frente e sobre o monte um belo templo repleto de flores ao seu redor. O monte estava cercado por outros sete montes nos quais cresciam rosas e lírios. Então vi as crianças saírem correndo, ou se preferiam, faziam uso de suas asas e voaram ao cimo das montanhas e apanhavam flores que nunca murcharão’ (Primeiros Escritos, págs. 17-20).

Deus assim Se revelou para que pudéssemos ter um pequeno deslumbre, um antegozo das maravilhas que estão a ser preparadas para nos receber. Construído pelo próprio Cristo, é um lar para presentear aqueles que o amam e o aceitam como seu Salvador, os que não olharam para as coisas debaixo e fixaram o seu olhar nas de cima ('pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra', adverte Paulo em Colossenses 3:2).

Este mundo pareceu obscuro a Ellen White, por ela reconhecer nele os traços da doença, da imperfeição. Eu mesmo tenho um osso um pouco fora de sítio na perna direita. A minha mão esquerda não fecha completamente por ter, há quatro anos, fraturado dois de seus ossos, um deles ainda hoje unido com um pequeno pedaço de metal que segura as partes separadas. No entanto, na eternidade, nessa terra melhor, eles voltarão à perfeição original. Não mais haverá em qualquer dos meus membros o mínimo sinal de fraqueza ou anormalidade.

Mas, ao chegarmos junto do Salvador do mundo e estender ele os braços para nos receber, notaremos em seus pulsos as marcas de quando eles foram rasgados pela mão romana. As senhoras, quando quiserem ser docemente abraçadas pelo Redentor, irão sentir uma ligeira cicatriz no seu peito, ali deixada pela lança de um soldado. Ao nos erguermos para contemplá-lo, veremos em Sua fronte os sinais dos cruéis espinhos que ali foram forçados. Mas, estas marcas em Jesus, serão o maior espetáculo que alguma vez o universo poderá testemunhar.

Tragicamente, muitos irmãos têm deixado de valorizar estes fatos acima de qualquer outra coisa. Talvez estejam demasiado preocupados com a sua vida neste mundo, com os seus bens materiais, com os seus afazeres profissionais, com a vida pessoal, com a carreira profissional… e foram perdendo de vista o prémio maior.

Tais atitudes afastam a alma de Deus, e arriscam perder tudo o que Deus fez, e fará novamente, de mais belo, coisas que nem imaginámos, por distração com as insignificantes ocupações deste mundo.

Muitos de nós adventistas, quando ouvem um pregador apelar à decisão para estar nesse lugar majestoso, respondem quase sem entusiasmo ‘eu quero!’ Mas o coração não está convertido... Logo de seguida, a vida volta à perfeita normalidade – e banalidade – que existia antes de entrar no templo sagrado...

Muitos perderão a vida eterna por muito pouco. Nada do que este mundo oferece pode ser comparado com as delícias e os prazeres da Nova Terra! Tal como o servo de Eliseu, pudessem os nossos olhos físicos serem abertos para esse lugar, não mais quereríamos entregar o nosso tempo e a nossa devoção ao mundo em que vivemos.

Procuremos exercitar o olhar da fé. Aquela capacidade de ver e analisar tudo, os nossos pensamentos, decisões e ações, à luz da promessa de um lugar na Nova Terra! Coloquemos a nossa mente meditando nesse lugar onde rasgo algum de erro poderá entrar! Então, despertaremos pelo poder da fé.

Em Hebreus 11:1 o apóstolo Paulo diz que a ‘fé é a certeza das coisas que se esperam e a prova das que não se vêem’. Mesmo não tendo o privilégio de contemplar a Nova Terra em visão como tiveram os profetas, meditemos profunda e demoradamente no que nos foi revelado, e em pensamento passemos a ver - pela fé - a Nova Terra e cada detalhe seu que está descrito.

Jesus prepara uma terra em que a morte não existirá, onde não haverá pranto, onde nunca mais ninguém irá chorar de tristeza, mas de alegria.

Aqueles que não forem amantes do mundo, entrarão ali. São os que em meio às lutas e dores desta terra, perceberam que não passavam de peregrinos em terra estranha, em caminho para um lar melhor, como Moisés e o povo no deserto.

Por fim, meditemos na descrição bíblica do que será essa terra.

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles. E acontecerá que, antes de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor’ (Isaías 65:17-25).

E você, caro irmão, já viu essa terra melhor?

Confie na Palavra de Deus, que diz 'as coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam' (I Cor. 2:9), e coloque cada dia a sua mente nesse lugar.

FILIPE REIS

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O gradual 'apagamento' da figura de Deus

O Pentágono (Departamento de Defesa americano) informou na passada segunda-feira que irá deixar de incluir citações bíblicas na primeira página dos briefings diários de informações confidenciais enviados à Casa Branca, uma prática habitual durante a anterior Administração Bush.

O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, referiu não saber desde quando o referido relatório diário cita as passagens da Bíblia Sagrada.

O General Glen Shaffer, reponsável pela introdução dos textos e reformado desde agosto de 2003, referiu ter sido apoiado nesta inciativa pelo presidente Bush e pelo secretário de estado Donald Rumsfeld (que já veio a público negar este dado).

Pelo menos desde o início da invasão do Iraque, os relatórios diários preparados para o presidente americano incluíram versículos dos Salmos, da carta de Paulo aos Efésios e das epístolas de Pedro. Durante a anterior administração, os textos focavam quase sempre a guerra no Iraque.

Aparentemente, esta iniciativa teve o objetivo de apoiar o presidente Bush numa altura em que as mortes de militares americanos aumentavam cada vez mais no Iraque, segundo noticiou a revista GQ. No entanto, um analista muçulmano que trabalha no Pentágono, sentiu-se ofendido com as alusões, que preocuparam também outros funcionários que consideraram as passagens bíblicas inapropriadas.

No dia 20 de abril de 2003, o relatório citava Salmos 33:18, que refere 'eis que os olhos do Senhor estão sobre os que os temem, sobre os que esperam na sua misericórdia', ao lado de imagens do derrube da estátua de Saddam Hussein em Bagdad.

Duas semanas antes, por cima de uma imagem de um tanque americano no deserto, estava o texto de Efésios 6:13 'portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e havendo feito tudo, ficar firmes'.

Noutra imagem, sob fundo de um discurso de Saddam Hussein, lia-se: 'porque assim é a vontade de Deus que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos' (I Pedro 2:15).

O Reverendo Barry W. Lynn, diretor-executivo da 'Americans United for Separation of Church and State' (Americanos Unidos pela Separação de Igreja e Estado), disse a propósito que os soldados americanos 'não são crusados cristãos e não devem ser descritos como tal'.

Lynn continuou: 'representar a guerra no Iraque como um tipo de guerra santa é completamente revoltante. É contrário à separação constitucional de religião e governo e altamente prejudicial para a reputação americana no mundo'.

Veja algumas das imagens em causa aqui, clicando depois em 'CLICK FOR SLIDESHOW >'.

Parece que a herança protestante da América está a ser gravemente ameaçada desde que Barack Obama tomou posse.

Quase sem nos apercebermos, pequenos sinais vão sendo dados de que a grande nação americana, a única no mundo que na sua constituição faz referência a Deus, está a perder o seu sentido religioso.

Não estou a defender a inclusão dos textos bíblicos nos documentos do Pentágono; até julgo que estarão quase todos tremendamente fora de contexto. Mas penso que se discerne aqui um toque claro de descolagem dos princípios protestantes que estiveram na base da fundação dos Estados Unidos.

E, veja-se, isso surge precisamente por uma nobre razão, desde sempre ali defendida: o princípio da liberdade religiosa. Aquilo que começa a ser novo, é o gradual 'apagamento' da figura de Deus, sobre esse mesmo pretexto do respeito pelas crenças de todos, mesmo os que não têm crença alguma.

Sobre o renunciar ao protestantismo, Ellen White escreveu em 1893: 'o povo dos Estados Unidos tem sido um povo favorecido, mas quando eles restringirem a liberdade religiosa, renunciarem ao protestantismo e apoiarem o papado, a medida de sua culpa estará cheia, e nos livros do céu estará escrito: apostasia nacional' (Eventos Finais, pág. 117).

FILIPE REIS

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A presença do amor

Os passageiros do ônibus olhavam com compaixão à jovem mulher com a bengala branca, enquanto ela cuidadosamente subia os degraus.

Pagou a passagem e com suas mãos localizou o assento vazio que o motorista indicara.

Então, sentou-se colocando sua pasta no colo e descansou a bengala contra
a perna.

Fazia um ano desde que Susan, 34 anos, ficara cega. Devido a um erro de diagnóstico médico havia perdido a visão e foi lançada repentinamente em um mundo de escuridão, raiva, frustração e pena de si mesma.

Outrora independente, agora Susan estava condenada por essa tragédia do destino a tornar-se um fardo impotente, desamparada.

“Como isto pôde Ter acontecido a mim?” ela dizia, com o coração mergulhado em amargura. Não importando quanto lamentasse ou rezasse, sabia que sua dor não poderia trazer de volta sua visão.

Uma nuvem de depressão rondou seu espírito, outrora otimista.

Cada dia, viver era um exercício de frustração e esgotamento.

E tudo o que ela tinha a que se agarrar era seu marido, Mark, um oficial da Força Aérea que a amava com todo seu coração.

Quando ela perdeu sua visão, ele a olhou e, sentindo o desespero da esposa, determinou-se a ajudá-la a recuperar a força e a confiança que ela precisava para tornar-se novamente independente.

A experiência militar de Mark havia treinado-o para lidar com situações delicadas e ele sabia que aquela seria a mais difícil batalha que ele teria que enfrentar.

Finalmente, Susan sentia-se preparada para retornar a seu trabalho, mas como fazê-la chegar até lá?

Ela costumava pegar o ônibus, mas agora estava muito amedrontada para andar pela cidade sozinha.

Mark ofereceu-se para levá-la de carro diariamente, embora eles morassem no lado oposto da cidade.

No princípio, Susan sentiu-se confortada e isso satisfez a necessidade que Mark sentia de ajudar sua esposa cega que sentia-se tão insegura sobre executar as tarefas mais simples.

Logo, no entanto, Mark percebeu que isso não estava funcionando – além de conturbar o horário, ainda estava saindo caro.

Ele admitiu a si mesmo que Susan teria que começar a tomar ônibus novamente. No entanto, apenas o fato de ter que mencionar isso a ela fez com que ele se sentisse incomodado. Ela ainda sentia-se fragilizada e com raiva. Como ela reagiria?
Como Mark previra, Susan ficara horrorizada à idéia de ter que tomar o ônibus novamente. “Eu estou cega!”, ela respondeu amargamente. “Como posso saber onde estarei indo? Eu sinto como se você estivesse abandonando-me!”

O coração de Mark quebrou-se ao ouvir estas palavras, mas ele sabia o que deveria ser feito. Prometeu a ela que a cada manhã e a cada noite ele a acompanharia até o ponto de ônibus, até que ela se sentisse capaz de fazer por si mesma. E foi exatamente isso que aconteceu.

Durante duas semanas, Mark vestiu seu uniforme militar e acompanhou Susan quando ela ia e vinha do trabalho. Ele ensinou-lhe como confiar em seus outros sentidos, especialmente na audição, para determinar onde ela estava e como adaptar-se a seu novo ambiente. Ele a ajudou a ser amiga do motorista de ônibus que poderia ajudá-la a encontrar um assento. Ele a fez rir, mesmo naqueles dias mais difíceis quando ela tropeçava degraus do ônibus ou derrubava sua pasta.

A cada manhã, eles faziam o mesmo caminho juntos e Mark pegava um táxi de volta para seu trabalho. Embora essa rotina fosse mais cara e cansativa que a anterior, Mark sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela pudesse pegar o ônibus por si só. Ele acreditava nela, na Susan corajosa que enfrentava qualquer desafio, a Susan que conhecera antes de ela ter perdido a visão.

Finalmente, Susan decidiu que estava pronta para experimentar a viagem sozinha. A manhã de segunda-feira chegou e antes de partir, ela abraçou Mark, seu guia de ônibus, seu marido e melhor amigo. Seus olhos estavam molhados pela gratidão, paciência, lealdade e amor que ele lhe devotava. Ela disse tchau e pela primeira vez eles seguiram caminhos separados.

Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira...cada dia ela pegava o ônibus sozinha e sentia-se muito bem.

Na sexta-feira pela manhã, Susan pegou o ônibus como normalmente havia feito desde o início da semana. Enquanto estava pagando a passagem, o motorista disse-lhe “ Eu realmente a invejo”. Susan não tinha certeza se o motorista havia falado com ela. Afinal de contas, quem em sã consciência teria inveja de uma mulher cega que durante o último ano estivera lutando para encontrar coragem para viver? Curiosa, pergunta ao motorista: “Porque diz que me inveja?”

O motorista respondeu-lhe: ” A senhora sabe, todas as manhãs dessa última semana, um cavalheiro num uniforme militar tem lhe observado enquanto a senhora sai do ônibus. Ele se assegura de que a senhora atravessa a rua de forma segura e de que entra naquele prédio comercial. Então ele lhe lança um beijo, faz um aceno discreto e vai embora. A senhora é uma pessoa abençoada.”

Lágrimas de felicidade rolaram pelo rosto de Susan, pois ela não podia vê-lo mas ela sempre sentiu a presença de Mark. Ela era realmente uma pessoa abençoada, pois ele havia lhe dado um presente muito mais poderoso que a visão, um presente que ela não precisava ver para acreditar – o presente do amor que pode trazer a luz a qualquer lugar onde haja escuridão.

Deus nos observa da mesma maneira.
Podemos não saber que Ele está presente.
Podemos não ver Sua face, no entanto, Ele sempre está lá!



PR. JOSÉ CARLOS EBLING

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Maior Segredo de Satanás

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida.” Provérbios 4:23.

Permita-me uma sugestão pouco confortável, mas imagine você no lugar de Satanás. Sua missão é controlar os seres humanos e mantê-los em rebelião a Deus. Seu ódio por Jesus te motiva a estabelecer uma forma de manipular a mente, onde está a sede das decisões de cada ser.

Em primeiro lugar você precisa de um plano. Como bom estrategista, não pode revelá-lo a ninguém. Com o plano ultra-secreto em mãos, marca uma reunião com seus aliados – os anjos caídos.

Os anjos ao ouvirem sua proposta infalível o aplaudem em pé. Fantástico! Imbatível! Os humanos serão como robôs controlados pelo mal! Enfim, as hostes malignas terão pleno controle da mente humana.

Pouco tempo depois você fica atônito – seu plano secreto fora revelado aos cristãos! Por essa você não contava, mas como esquecer que Deus sabe de todas as coisas!? Tudo o que foi tramado saiu nos noticiários adventistas, isso mesmo, foi tudo publicado! Ao abrir o texto da “repórter” Ellen G. White você não acredita no que lê:

“Satanás reuniu os anjos caídos a fim de inventar algum meio de fazer o máximo de mal possível à família humana. Foi apresentada proposta sobre proposta, até que finalmente Satanás mesmo imaginou um plano. Ele tomaria o fruto da vide, também o trigo e outras coisas dadas por Deus como alimento, e convertê-los-ia em veneno que arruinariam as faculdades físicas, mentais e morais do homem, dominariam de tal maneira os sentidos que Satanás teria sobre eles inteiro controle... Mediante o apetite pervertido, o mundo seria corrompido”. (E.G.White. Conselhos Para a Igreja, 103 e 104)

A mente humana tem sido comparada a um computador, em que a memória está a ser continuamente programada por uma destas duas fontes: Cristo ou Satanás. Como um computador, o seu funcionamento depende da informação
recebida. Entenda como Deus se comunica conosco e como o que ingerimos tem haver diretamente com nossa espiritualidade e moralidade.

“Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo são os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com o homem, em influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que perturbe a circulação das correntes elétricas no sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais, e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente.” (E.G.White, Conselhos Para a Igreja,103) .
“A intemperança de qualquer espécie insensibiliza os órgãos da percepção e enfraquece de tal maneira o poder dos nervos cerebrais que as coisas eternas não mais são apreciadas, mas são colocadas no mesmo nível das comuns. As mais elevadas faculdades da mente, que visavam os mais alevantados propósitos, são trazidas em servidão às paixões mais baixas. Se nossos hábitos físicos não forem corretos, nossas faculdades mentais e morais não podem ser fortes; pois existe grande afinidade entre o físico e o moral” (E.G.White, Conselhos Para a Igreja,103).

Agora de forma mais detalhada e citando nomes, Deus revela quais são os principais vícios usados por Satanás para controlar a mente humana: “Satanás está levando o mundo em cativeiro mediante o uso das bebidas alcoólicas e do fumo, café e chá preto. A mente dada por Deus, que deve ser conservada clara, é pervertida pelo uso de narcóticos. O cérebro não mais é capaz de discernir corretamente. O inimigo tem o controle. O homem vendeu sua razão por aquilo que o enlouquece. Não tem senso algum do que é direito. Todavia a maldição da bebida alcoólica é legalizada, e opera ruína indizível nas mãos dos que gostam de condescender com aquilo que, não somente arruína a pobre vítima, mas a família inteira”. (E.G.White, Evangelismo. 529).

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” Provérbios 4:23.

Para haver uma mudança em nossos hábitos de alimentação e estilo de vida, precisamos em primeiro lugar mudar nosso interior e nossa compreensão acerca deste assunto. Infelizmente temos a tendência de colocar nosso gosto ou prazer acima da razão e da espiritualidade.

“Como o fermento, misturado à farinha, opera do interior para o exterior, assim é pela renovação do coração, que a graça de Deus atua para transformar a vida. Não basta a mudança exterior para nos pôr em harmonia com Deus. Muitos há que procuram mudar, corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desse modo tornar-se cristãos, mas estão a começar no lugar
errado. O nosso primeiro trabalho é no coração.” (E.G.White, Parábolas de Jesus, 97).


Agora você já sabe sobre o plano ultra-secreto de Satanás. Mas espere um pouquinho, o que você faria no lugar dele agora que seu plano foi descoberto pelos adventistas? Pense um pouco! Não sei o que você pensou, mas posso dizer que Satanás está satisfeito, pois mesmo tendo seu plano descoberto parece que muitos não estão nem aí, a maioria ignora os “Conselhos Sobre Saúde” e os “Conselhos Sobre o Regime Alimentar”.

Muitos zombam dos que estão tentando praticar um regime saudável com piadinhas, ou se desculpam dizendo ser extremistas os que o praticam, e que o “equilíbrio” é o ideal. Terrível engano, chamar de equilíbrio usar alimentos ou bebidas que interrompem a comunicação com o Céu!

“Você é o que você come”, diz um ditado, que poderia muito bem estar na Bíblia devido à sua veracidade. Jesus morreu por você e deseja ser o Senhor da sua vida. Ele deseja colocar Suas vestes de justiça para encobrir nossos pecados e nos perdoar. É por isso que Ele tem tanto interesse em nossa saúde mental e física, pois disso depende uma eficaz comunicação entre Deus e o homem.


PR. YURI RAVEM

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de Finados

Segundo a Enciclopédia Online Wikpédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos por que essa doutrina é desprovida de apoio Bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no Livro de II Macabeus 12,43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs.

É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gal 2:16; Atos 4:12; I João 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (I Tess 4:16-17, I Cor 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer a sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rom 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (I João 1:9; Miq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (Atos 3:19; I João 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 - Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor... ou seja; durante o estado "vivo" (Racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 02 de novembro, tenham vertido lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a estas pessoas e a todos que crêem.

“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos,
mas transformados seremos todos, num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é
necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da
imortalidade... Então se cumprirá a palavra que
está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
I Corintios 15:51-55


É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não que dizer que que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: "Eu estou viva e preciso de atenção".

Olhe ao seu redor e verás pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para "Buscarem o Senhor enquanto se pode achar..." (Isa 55:6).

Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida - Cristo Jesus.



PR. FÁBIO DOS SANTOS

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Quando “lavar as mãos” não significa se omitir

Uma das consequências benéficas da gripe que está assolando o mundo é que ela despertou em nós a consciência para a importância da higiene, principalmente do hábito de lavar as mãos.


A chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Pequeno Príncipe, de São Paulo, Dra. Heloísa Giamberardino, afirma que “o cuidado com a higiene das mãos deve ser ensinado às crianças o mais cedo possível. Quanto mais cedo elas aprenderem a lavar as mãos, mais fácil será manter esse hábito ao longo da sua vida e mais protegidas elas estarão”, diz a médica.

A famosa Clínica Mayo, dos Estados Unidos, afirma que o simples hábito de lavar corretamente as mãos “é, comprovadamente, a melhor maneira de evitar doenças”. Apesar dos benefícios à saúde da lavagem de mãos, muitas pessoas não praticam esse hábito tão frequentemente como deveriam, diz um alarmante estudo publicado pelos médicos dessa clínica - até mesmo depois de usar o banheiro. Durante todo o dia os germes se acumulam nas mãos de uma variedade de fontes, como através do contato direto com as pessoas, superfícies contaminadas, animais e resíduos de animais. Se você não lavar as mãos com frequência suficiente, diz o estudo, você pode infectar-se com esses germes tocando em seus olhos, nariz ou boca. E você pode espalhar esses germes para outras pessoas ao tocá-las ou ao tocar superfícies que elas também tocam como maçanetas de portas, por exemplo.

A higiene inadequada das mãos também contribui para doenças ligadas à alimentação. Barry Michaels um dos maiores especialistas mundiais do assunto, durante o Congresso Mundial de Segurança Alimentar, já em 2002, afirmava que "a educação para a lavagem das mãos a nível mundial permitiria uma redução dos níveis de doenças entre 30 e 40 por cento". Na sua intervenção nesse congresso, que reuniu alguns dos melhores especialistas mundiais em segurança alimentar, Michaels salientou que se estima que as doenças provocadas por problemas alimentares afetem anualmente 130 milhões de europeus, 76 milhões de americanos e 4,7 milhões de australianos e a maior parte dessas doenças é causada pela falta de higiene na manipulação dos alimentos. No Brasil, os números não são menores.

A UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância – afirma que “o melhor acesso à água e saneamento não conduz, por si só, necessariamente, à melhoria da saúde. Há agora uma evidência muito clara que demonstra a importância do comportamento higiênico, em particular do hábito de lavar as mãos com sabão nos momentos críticos: após defecar e antes de comer ou preparar alimentos. Lavar as mãos com sabão pode reduzir significativamente a incidência de diarréia, que é a segunda principal causa de morte entre crianças menores de cinco anos de idade”. Estudos recentes sugerem que lavar as mãos regularmente com sabão, nos momentos críticos, pode reduzir o número de ataques de diarréia em quase 50 por cento, afirma a UNICEF.

Boas práticas de lavar as mãos também são comprovadamente eficazes para reduzir a incidência de outras doenças, como a pneumonia, tracoma, escabiose, infecções da pele e dos olhos, diarréia e doenças relacionadas como a cólera e a disenteria.

A chave para o aumento da prática de lavar as mãos com sabão é promover a mudança de comportamento através da motivação, informação e educação. Há uma variedade de maneiras de fazer isso, incluindo campanhas nacionais de mídia, aulas de higiene para as crianças nas escolas e o incentivo das crianças para que demonstrem práticas de boa higiene para as suas famílias e comunidades e o total engajamento das empresas na educação de seus colaboradores.

E em relação à gripe que nos atinge, temos que lembrar que apenas 50 segundos para lavar as mãos, com água corrente e sabão várias vezes ao dia, pode reduzir o risco de contaminação com a Gripe A, em cerca de 60%, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Assim, é tempo de todos nós nos engajarmos numa ação permanente de higiene. Segundo José Pedro Machado, no seu inestimável Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, higiene vem do francês hygiène, e este do grego hugieinē (téchnē), que quer dizer “aquilo que contribui com a saúde ou a arte relativa à salubridade”. Assim, lavar as mãos é “contribuir para a saúde” e ensinar esse hábito saudável talvez seja a mais eficaz e barata forma de salvar pessoas.

Pense nisso. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS